sexta-feira, 29 de maio de 2015

Isqueiro azul


Dividi folhas secas contigo
Tu as embrulhaste em papel de seda
E antes de virarmos as costas,
O isqueiro azul.

O teu chamado foi poesia
que uniu os pedaços dela
em divinos seres que deixaram marcas
No isqueiro azul.

Minha mão tirou teu cabelo pra dançar
Enciumada, tua nuca pediu a vez
Arrepiada, nossa pele pediu se ter
Não houve espaço para
O isqueiro azul.

O calor marcou tua pele
Dei-te para que o rio curasse
E deitado no corpo da mãe terra,
O isqueiro azul.

As estrelas e eu vigiamos
tuas lágrimas cor de fogo
Minha mão guardava tua mão
E em meu corpo,
O isqueiro azul.

Entregas-te teu corpo a mim
Dei-te os últimos suspiros meus
Esqueci-me dentro de ti
E comigo, restou apenas
Teu isqueiro azul.
                                                Para G. 
                                                 30.11.2014.

Nenhum comentário:

Postar um comentário