Dividi folhas secas contigo
Tu as embrulhaste em papel de seda
E antes de virarmos as costas,
O isqueiro azul.
O teu chamado foi poesia
que uniu os pedaços dela
em divinos seres que deixaram marcas
No isqueiro azul.
Minha mão tirou teu cabelo pra dançar
Enciumada, tua nuca pediu a vez
Arrepiada, nossa pele pediu se ter
Não houve espaço para
O isqueiro azul.
O calor marcou tua pele
Dei-te para que o rio curasse
E deitado no corpo da mãe terra,
O isqueiro azul.
As estrelas e eu vigiamos
tuas lágrimas cor de fogo
Minha mão guardava tua mão
E em meu corpo,
O isqueiro azul.
Entregas-te teu corpo a mim
Dei-te os últimos suspiros meus
Esqueci-me dentro de ti
E comigo, restou apenas
Teu isqueiro azul.
Para G.
30.11.2014.
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